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Análise Tática e Desafios do Santos Após Derrota no Clássico Contra o Palmeiras

Por Redação FutSantos em 23/01/2025 00:41

Deficiências Táticas e a Necessidade de Reforços Urgentes

O técnico Pedro Caixinha expressou sua avaliação sobre a derrota do Santos para o Palmeiras, por 2 a 1, na Vila Belmiro. Segundo ele, a equipe não demonstrou a intensidade necessária para competir com o rival em igualdade de condições. O comandante santista ressaltou que o jogo exigia mais competitividade, algo que faltou em determinados momentos, resultando em uma penalização para o time. Caixinha também criticou a falta de agressividade na marcação e a dificuldade em defender as segundas bolas, permitindo que o Palmeiras criasse oportunidades de gol.

O treinador do Santos mencionou que o Palmeiras explora a profundidade e as costas da última linha defensiva. Ele também observou que a equipe não iniciou bem a partida, permitindo que o adversário criasse uma oportunidade logo nos primeiros segundos. Caixinha explicou que o objetivo era pressionar a saída de bola do Palmeiras, mas a equipe não conseguiu executar essa estratégia de forma eficaz. Ele destacou que, apesar de terem conseguido defender a profundidade, falharam na defesa após a segunda bola, permitindo que o Palmeiras ficasse de frente para a defesa santista.

Substituições e a Busca por Equilíbrio Tático

Ainda durante a partida, as substituições promovidas por Caixinha chamaram atenção, especialmente a entrada de Hayner na ponta direita. O técnico explicou que a lesão de Thaciano limitou as opções da equipe, e que Lucas Braga, que entrou em seu lugar, foi substituído no segundo tempo por Tomás Rincón. A escolha por Hayner foi motivada pela falta de opções de pontas e jogadores com capacidade de atacar com verticalidade, além de sua capacidade física para fechar o corredor.

Caixinha também justificou a saída de Lucas Braga , mencionando que as equipes com mais tempo para treinar possuem uma vantagem física. Ele ressaltou que o Santos não tem essa possibilidade e precisa lidar com o risco de lesões e desgaste. O treinador enfatizou que não há uma regra sobre o momento certo de fazer substituições e que a decisão de trocar Braga foi motivada pela necessidade de equilibrar o meio-campo, que estava desequilibrado devido à indisciplina tática de Soteldo. Segundo ele, a entrada de Rincón visava trazer mais presença e equilíbrio ao setor.

Carências no Elenco e a Necessidade de Reforços

O treinador do Santos também abordou a necessidade de reforços para o elenco. Caixinha mencionou que a equipe precisa de jogadores para as pontas, um reforço forte para o meio-campo e um centroavante. Segundo ele, a falta de opções nas pontas tem levado jogadores a se sacrificarem, resultando na perda de profundidade, criatividade e capacidade de agredir pelas laterais. Ele também destacou que o meio-campo carece de opções, e que o centroavante Luca está sentindo a pressão emocional do jogo.

Caixinha revelou que o clube já tem as posições prioritárias para reforçar o elenco . Ele mencionou que as contratações são necessárias para evitar improvisações e para dar mais opções ao time. A expectativa é que, com os reforços, a equipe possa ter um desempenho mais consistente e competitivo. O técnico também falou sobre a necessidade de tempo e esforço para que o clube volte a ocupar o lugar que merece.

Aspectos Físicos e a Pressão da Torcida

Sobre a questão física, Caixinha não atribuiu a derrota à falta de preparo. Ele reconheceu que o Palmeiras tem a vantagem de ter semanas largas para se preparar e fazer rodízio de jogadores. No entanto, ele mencionou que alguns jogadores do Santos sentiram o cansaço, como Basso, que saiu de campo com cãibras. Caixinha ressaltou que, em momentos de adversidade, é preciso que os jogadores demonstrem entrega, sacrifício e compromisso, algo que ainda falta ao time.

Caixinha também observou que a equipe demonstrou ansiedade e receio, influenciados pela pressão da torcida, e que alguns jogadores sentiram mais essa pressão. Ele garantiu que está trabalhando para apoiar os jogadores e que acredita no projeto e no processo. O treinador lamentou a derrota no clássico, especialmente nos últimos minutos, mas reafirmou o compromisso de colocar o clube no lugar que merece.

A Regularidade de Rincón e a Deficiência na Bola Aérea

Caixinha destacou o desempenho de Tomás Rincón, considerado o jogador mais regular do meio-campo. Ele mencionou que o setor é o que apresenta menos opções e sofre mais desgaste. O treinador elogiou a dedicação de Rincón, que tem jogado muitos minutos, mesmo aos 37 anos. Ele também mencionou que a equipe precisa encontrar soluções dentro do grupo para lidar com a sequência de jogos e a falta de opções.

Por fim, Caixinha abordou a fragilidade da equipe na bola aérea, um problema recorrente. Ele explicou que a equipe tem sofrido gols de cabeça e ressaltou a necessidade de trabalhar a linha defensiva e a marcação na última zona do cruzamento. Segundo ele, os jogadores precisam entender que é um padrão e que é necessário defender tanto a bola quanto o adversário. Caixinha afirmou que o time tem que trabalhar para corrigir esse problema e evitar que se repita em futuros jogos.

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