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Marcelo Teixeira: Reflexões Sobre o Presente e Futuro do Santos
Por Redação FutSantos em 23/12/2024 09:13
O Retorno ao Santos e a Busca por um Novo Modelo
Marcelo Teixeira, em sua volta ao comando do Santos, expressa uma visão clara sobre a necessidade de adaptação ao futebol moderno. Ele enfatiza que, apesar de o clube ter se distanciado de sua filosofia original, o Santos ainda é um modelo a ser seguido. "A base foi modelo na década de 1950, 1960, fez de suas revelações o marco do futebol brasileiro com títulos mundiais", relembra, indicando a importância de resgatar essa essência. Teixeira demonstra um desejo de profissionalizar a gestão, criando um organograma com novas nomenclaturas para alcançar resultados positivos.
O presidente santista também compartilha a sua visão sobre a evolução do futebol, afirmando que "o futebol romântico ficou para trás". Ele reconhece a necessidade de profissionalização e adaptação a essa nova realidade, mostrando-se confortável com qualquer sistema. Teixeira destaca a importância de não se isolar e de envolver conselheiros, associados, torcedores e colaboradores na gestão, buscando construir um ambiente de apoio mútuo. Ele afirma que não sente saudade do passado, preferindo focar no presente e em ações que impulsionem o clube.
Teixeira expõe sua motivação para retornar ao Santos , mencionando a insatisfação com os resultados recentes do clube. "A cada jogo, nestes últimos anos, era terrível, era um tormento para nós, santistas", confessa. Ele explica que sua decisão de voltar foi impulsionada pela necessidade de agir e mudar a situação do clube, reunindo um grupo de "alvinegros" para implementar um trabalho diferente dos últimos anos. Essa energia é alimentada pela combinação de paixão e razão, elementos que Teixeira considera essenciais para lidar com a pressão inerente ao cargo.
A Reforma da Vila Belmiro e a Parceria com a WTorre
A tão discutida reforma da Vila Belmiro é um dos temas centrais da gestão de Marcelo Teixeira. Ele explica que as negociações com a WTorre já duram cinco anos e que o objetivo é finalizar o acordo em breve. Teixeira detalha as complexidades da negociação, citando a necessidade de proteger os direitos dos sócios de cadeira cativa e de garantir um modelo financeiramente viável para o clube. "Nós não poderíamos permitir que isso acontecesse, porque ele já tem, por direito", afirma, referindo-se à necessidade de assegurar os direitos dos sócios.
Teixeira enfatiza que a parceria com a WTorre é a única alternativa viável para a construção da nova arena, rebatendo as alegações de que ele estaria "cozinhando" a construtora. Ele destaca que o Santos já teve chances de romper com a WTorre, mas optou por manter a parceria por acreditar que ela é a melhor opção. "Para mim, particularmente, a única alternativa viável de uma nova arena é com a WTorre", garante. O presidente ressalta que o clube está tomando todas as precauções para evitar problemas futuros, detalhando todos os aspectos do contrato.
O presidente santista revela que a WTorre já deu entrada na documentação na prefeitura e que o projeto está evoluindo. Ele também menciona a possibilidade de mudança da parte administrativa para que a Vila Belmiro esteja disponível para futuras providências. "O Santos precisa ter a sua arena na Vila Belmiro", afirma, ressaltando a importância do estádio para a identidade do clube. Teixeira explica que a prioridade é cumprir a autorização do quadro associativo, que definiu a construção da nova arena na Vila Belmiro em Santos .
Relação com a Torcida e a Gestão do Clube
Marcelo Teixeira compartilha sua visão sobre a relação entre a presidência e as torcidas organizadas, afirmando que sua ligação com as arquibancadas vem de longa data. "Eu venho de arquibancada. Sou daqueles que acompanhava o Santos em caravana", revela. Ele defende uma relação de respeito e independência com as torcidas, sem nenhum tipo de benefício. Teixeira reconhece o direito das torcidas de protestar e exigir, independentemente de suas posições políticas.
O presidente santista comenta as críticas que tem recebido nas redes sociais, afirmando que existe algo por trás dessas manifestações. Ele questiona a avaliação de sua gestão em apenas 11 meses, destacando que os objetivos foram alcançados e que o clube tem um superávit de R$ 45 milhões. "A avaliação que seja feita da gestão Marcelo Teixeira, hoje, é positiva. Porque as metas e os objetivos foram alcançados", declara. Teixeira ressalta que o resultado financeiro negativo é consequência de dívidas herdadas de gestões anteriores.
Teixeira também aborda a polêmica envolvendo Adilsinho, um personagem dos bastidores do clube que foi expulso do quadro associativo por falas racistas. Ele explica que Adilsinho teve uma ligação com sua família e que colaborou no início da gestão, mas que hoje não tem nenhuma função no clube. "Ele fez, respondeu por isso e acabou, para mim, ponto final", afirma. O presidente ressalta que o episódio na Vila Belmiro foi isolado e que o assunto está encerrado.
A História de Robinho e o Impacto da Geração de 2002
Ao relembrar o título brasileiro de 2002, Marcelo Teixeira se emociona ao falar de Robinho, destacando o papel fundamental do jogador na história do Santos . "Essa geração é uma geração que mudou o rumo e a história do Santos . Mudou radicalmente", afirma. Ele reconhece que a geração de Robinho e Diego foi responsável por resgatar a autoestima do clube após quase 20 anos sem títulos, afirmando que a conquista do Brasileirão de 2002 é tão ou mais significativa do que a Libertadores de 2011.
Teixeira enfatiza que a história esportiva de Robinho não pode ser apagada, mesmo com os problemas que o jogador enfrenta fora dos gramados. "Se você for lá mostrar quem fez o gol de 2002, do terceiro gol, quem foi? Foi o Léo. Quem fez a jogada do gol do Léo ? O Robinho ", lembra. Ele ressalta que Robinho faz parte da história do Santos e que sua importância dentro do clube é inegável. O presidente compara a situação de Robinho com a de Pelé, afirmando que "o Edson não responde pela filha. O Pelé fala sobre o futebol".
Questionado sobre a possibilidade de Robinho frequentar as dependências do Santos após cumprir sua pena, Teixeira admite que não tem uma resposta. "Com toda sinceridade, eu não vou conseguir responder para vocês. Tudo tem o seu tempo", diz. Ele expressa a dificuldade de avaliar a vida de um homem, afirmando que a Justiça já fez seu papel. "Se cometeu esse crime, ele tem que pagar. Vai pagar como está pagando", declara. Teixeira ressalta que, apesar de tudo, a imagem de Robinho como o "menino" que trouxe alegria ao Santos é impossível de apagar.
Reorganização do Futebol Brasileiro e o Futuro do Santos
Marcelo Teixeira comenta a reorganização do futebol brasileiro e a busca por uma liga unificada, expressando esperança de que os clubes consigam remar em uma única direção. "Ainda tenho esperança de uma única liga", afirma. Ele relembra o passado do Clube dos Treze, que foi prejudicado por vaidades e disputas internas, e acredita que os clubes estão mais maduros para construir uma liga única. Teixeira também critica o critério de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, defendendo que apenas dois clubes deveriam ser rebaixados.
O presidente santista revela que já conversou com os presidentes de Corinthians e São Paulo sobre o assunto e que a adesão à ideia foi imediata. Ele destaca a injustiça de rebaixar clubes com tradição e história, como o Fluminense, que venceu a Libertadores no ano passado. "Não podemos admitir que um clube dispute, como foi com o Fluminense, nas últimas posições, podendo cair e tendo vencido a Libertadores no ano passado", critica. Teixeira defende a necessidade de uma mudança nesse critério, buscando um sistema mais justo para os clubes.
Teixeira também aborda a situação financeira do Santos , afirmando que o clube está respirando após ter estado no fundo do poço. Ele ressalta que o clube tomou atitudes responsáveis e que está apagando incêndios, mas que a situação ainda é grave. "A régua com o Marcelo Teixeira sempre é maior, né? Agora, já estão dizendo: 2025 tem que ser campeão", comenta. Ele explica que o clube tem um orçamento para 2025 e que fará todo o esforço na busca de reforços, mas que a realidade do Santos ainda não permite promessas de títulos imediatos.
A Busca por Reforços e os Sonhos com Neymar e Gabigol
Marcelo Teixeira comenta as especulações sobre a possível volta de Neymar e Gabigol ao Santos , afirmando que o clube está atento a ambos os jogadores. "Eu nunca disse que vamos contratar o Neymar", declara. Ele explica que o clube está acompanhando o processo de Neymar e que, se houver alguma dificuldade com seu clube atual, o Santos poderá se manifestar. Teixeira ressalta que o projeto para Neymar está pronto, dentro do que é possível para o clube.
O presidente santista compara a situação com a contratação de Marta para o time feminino em 2009, quando o clube não tinha recursos e conseguiu trazer a jogadora sem custos. "Exatamente o que você pode fazer. Reeditar, hoje, contratando o Gabriel", explica. Ele revela que já apresentou uma proposta para Gabigol e seu staff, buscando parceiros para viabilizar a contratação. Teixeira afirma que o planejamento do Santos para 2025 é um, mas que não impede que, caso haja um acerto com Neymar ou Gabigol, o clube possa contar com eles no plantel.
Teixeira também comenta a possibilidade de o Santos se tornar SAF, afirmando que essa é uma decisão que está sendo estudada pelo Conselho Deliberativo. Ele explica que há necessidade de uma mudança estatutária e que quem vai decidir é o quadro associativo. "A SAF não depende do Marcelo Teixeira", declara. Ele ressalta que o Santos é um dos clubes mais conhecidos mundialmente e que a marca Pelé, associada a projetos futuros, pode recolocar o clube em outro patamar. Teixeira critica o exemplo de SAFs que não têm cumprido suas obrigações financeiras e defende uma gestão criteriosa, seja qual for o modelo adotado.
A Importância da Base e a Estrutura do Clube
Marcelo Teixeira destaca a importância da base para o futuro do Santos , afirmando que o clube precisa investir na revelação de jogadores. Ele comenta sobre a estrutura do centro de treinamento profissional, que é moderno, mas que precisa de melhorias. "Como superar isso? Com criatividade", diz. Teixeira explica que o clube está buscando recursos através da Lei de Incentivo ao Esporte para construir um novo centro de treinamento. Ele também ressalta que o Santos não pretende vender seus atletas precocemente, mas sim revelar jogadores para conquistar títulos.
O presidente santista comenta a possibilidade de um centro de treinamento em São Paulo, mas afirma que o foco hoje é a reforma do CT Meninos da Vila e a construção de um novo CT em Santos ou na Baixada Santista. "O Santos vem estudando uma área, tanto em Santos , como na Praia Grande", revela. Ele explica que o clube já possuía um projeto na Praia Grande e que está estudando a melhor maneira de viabilizar a construção. Teixeira ressalta que o clube está aberto a parcerias e que não descarta a possibilidade de um CT em São Paulo.
Teixeira também aborda a polêmica sobre a presença de pessoas alheias ao futebol no vestiário do Santos , afirmando que sempre teve controle sobre a situação. Ele explica que alguns membros do comitê de gestão o acompanhavam no vestiário e que, após os jogos, levava algumas pessoas próximas ao clube. "É importante você envolver essas pessoas para que, num momento crítico como nós vivemos, tenhamos a possibilidade dessas pessoas continuarem dando o apoio necessário aos projetos que o Santos vem fazendo", justifica. O presidente revela que o ex-técnico Fábio Carille não concordava com essa postura, mas que ele não se arrepende de suas decisões.
O Papel de Marcelinho e o Futuro da Presidência
Marcelo Teixeira comenta sobre o papel de seu filho, Marcelinho, no clube, afirmando que ele é uma pessoa independente e que não tem nenhum cargo diretivo. "O Marcelinho é uma pessoa independente. Ele é o presidente da área esportiva da Universidade", explica. O presidente ressalta que Marcelinho está colaborando com o clube, como ele mesmo fez com seu pai, e que suas decisões são importantes para o processo de reconstrução do Santos . Teixeira afirma que seu filho tem um talento natural e que sua presença no clube é um risco para aqueles que não concordam com sua visão.
O presidente santista tranquiliza os opositores, afirmando que Marcelinho não tem idade para ser presidente do clube. "Colocaram que antes dos 30 não pode ser presidente. Então, ele não vai ser presidente, porque ele não tem 30, tem 28", explica. Teixeira ressalta que quem nomeará o sucessor do Marcelo Teixeira é o quadro associativo e que o importante é que haja uma continuidade do trabalho e do projeto do Santos para os próximos dez anos. Ele demonstra o desejo de que, se Marcelinho for um dia presidente do clube, ele seja melhor do que seu avô e do que ele próprio.
Teixeira também aborda a saída de Fábio Carille do comando técnico, explicando que a decisão foi tomada após o treinador manifestar o desejo de saber sobre sua continuidade na temporada de 2025, antes do fim do campeonato. "Interrompi contra a minha vontade, ele sabe", diz. Ele revela que o "cristal rachou" quando Carille demonstrou interesse em negociar com o Corinthians e que, a partir daquele momento, a relação entre direção e comissão técnica demorou para se restabelecer. Teixeira afirma que conversou com Cuca após perceber que Carille estava balançando, buscando opções no mercado, mas que não houve nada de concreto com o ex-treinador.
Planejamento para 2025 e as Metas do Santos
Marcelo Teixeira revela que o Santos fará uma reformulação do elenco para 2025, buscando jogadores com características de maior velocidade e versatilidade. Ele ressalta que o clube não pretende fazer contratações mirabolantes, mas sim investir em jogadores que possam fazer a diferença dentro do projeto do Santos . "A tendência do Santos é manter a linha prudente, dentro de uma realidade", diz. O presidente afirma que o clube tem como objetivo ir o mais longe possível na Copa do Brasil e buscar uma vaga na Libertadores no Campeonato Brasileiro.
Teixeira comenta que o clube não tem nenhuma parceria em andamento com a marca Pelé, mas que deseja viabilizar ações em conjunto para fortalecer a marca. "A marca Pelé é forte, mas ela só se sustenta com o Santos ", afirma. Ele também comenta sobre a situação do time feminino, que está na Série B, e que o clube está buscando repor as perdas do elenco . "Quando o Santos foi ao mercado, não conseguiu repor à altura. Agora, já vem dando mostras diferentes", explica. Teixeira ressalta que o clube já tem uma composição melhor para 2025.
O presidente do Santos encerra a entrevista com uma mensagem de esperança, afirmando que o clube está no caminho certo para voltar a ser protagonista no futebol brasileiro. Ele ressalta a importância da gestão, da transparência e do trabalho em equipe para alcançar os objetivos traçados. "A meta principal é você chegar naquilo que você traçou. E graças a Deus o Santos alcançou", finaliza Marcelo Teixeira.
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