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Desafios de Implementação: A Proposta de Jogo de Caixinha no Santos
Por Redação FutSantos em 15/02/2025 04:12
A Filosofia de Jogo de Caixinha e os Obstáculos no Santos
Pedro Caixinha, o comandante técnico do Santos, tem se deparado com uma série de desafios complexos na sua tentativa de instaurar os princípios que norteiam sua visão de jogo na equipe. A agenda de jogos comprimida e a disparidade no condicionamento físico de jogadores cruciais têm se mostrado os principais entraves nesse processo.
Desde o pontapé inicial da temporada, em 3 de janeiro, o Santos tem enfrentado um ritmo intenso, culminando na estreia no Campeonato Paulista contra o Mirassol apenas duas semanas depois. Essa conjuntura tem privado o elenco de semanas completas de treinamento, essenciais para a consolidação de novas táticas e o aprimoramento do entrosamento.
Diante desse cenário, Caixinha tem priorizado a recuperação física dos atletas e a realização de treinos direcionados, visando a correção de falhas e a internalização dos conceitos que sustentam seus quatro pilares de jogo. Esses pilares, que definem a identidade que o treinador busca imprimir ao time, são:
Ter a bola é atacar o gol: prioridade é ser dinâmico, agressivo, proativo e vertical;Perder a bola é atacá-la em seguida: pós-perda rápido, agressivo e coordenado;Sem a bola é buscar recuperá-la: defender para frente, pressionando a saída rival;Recuperar a bola é atacar o gol: buscar o primeiro passe sempre para frente.
Ritmo de Jogo e Desafios Individuais
Além dos desafios coletivos, a falta de ritmo de jogo de alguns atletas-chave tem sido um ponto de atenção para Caixinha. Neymar, por exemplo, chegou ao clube após um período de inatividade e ainda busca atingir a sua melhor forma física. O próprio jogador admitiu que necessita de mais algumas partidas para se sentir completamente apto a render o seu máximo.
Similarmente, Tiquinho Soares tem enfrentado dificuldades para encontrar o seu melhor ritmo. Após defender o Botafogo na Copa Intercontinental, o atacante retornou das férias com o Campeonato Paulista já em andamento, o que o impediu de participar da pré-temporada com o restante do elenco . Essa situação tem impactado o seu desempenho em campo, com atuações oscilantes.
Em relação a esses casos, Pedro Caixinha declarou após a derrota para o Corinthians: "Vamos analisar dois jogadores que vão nos dar muito, mas no momento que estão vivendo pelo ritmo competitivo. O Tiquinho tem caído do jogo do São Paulo para cá porque tem tido uma grande sobrecarga. O Neymar tem que ser cuidado no seu próprio ritmo. Dentro do grupo de trabalho existem desequilíbrios em termos de ritmo de jogo e de determinadas áreas individualmente".
O Caso de Thaciano e a Carência no Meio-Campo
Outro jogador que enfrentou problemas físicos foi Thaciano, que se apresentou ao Santos sem estar na sua melhor condição. A lesão de Soteldo o forçou a entrar em campo antes do ideal, o que resultou em uma inflamação muscular que o afastou dos gramados por algumas partidas. A sua recuperação gradual tem sido acompanhada de perto pela comissão técnica.
A situação de Neymar e Thaciano se agrava pelo fato de ambos atuarem no meio-campo, setor que Caixinha considera o mais carente do elenco . Para suprir essa lacuna, o clube tem buscado reforços no mercado, como Zé Rafael, Thiago Maia e Rodrigo Villagra. A chegada desses jogadores poderia proporcionar mais opções e elevar o nível de competitividade no setor.
Treinos Fragmentados e a Busca por Soluções
Apesar dos obstáculos, Caixinha não tem se deixado abater. Consciente das limitações impostas pelo calendário e pela condição física dos jogadores, o treinador tem adotado uma abordagem pragmática, priorizando treinos específicos e a correção de erros. A divisão do elenco em grupos menores e a realização de atividades em campo reduzido têm sido estratégias utilizadas para otimizar o tempo disponível e aprimorar aspectos como a pressão na perda da bola e a construção rápida de jogadas.
Após a derrota para o Corinthians, Pedro Caixinha expressou a sua preocupação com a falta de tempo para treinos coletivos, afirmando: "Desde que começamos o campeonato, tivemos poucos treinos efetivos. Temos que ter essa preocupação. É a nossa ocupação, o que podemos controlar tendo em conta todo aquilo que é a realidade do elenco ".
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