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Análise Tática: Santos Apresenta Evolução Apesar de Revés no Clássico
Por Redação FutSantos em 13/02/2025 01:01
Desempenho do Santos Sob Lente Crítica Após Clássico Paulista
A derrota do Santos para o Corinthians por 2 a 1, em partida válida pela 9ª rodada do Campeonato Paulista, não passou despercebida pelo técnico Pedro Caixinha. Apesar do revés, o treinador português fez questão de salientar a evolução apresentada pela equipe, mesmo reconhecendo falhas pontuais que culminaram nos gols adversários. O confronto, realizado na Neo Química Arena, serviu como um termômetro para o trabalho que vem sendo desenvolvido.
Análise Detalhada da Atuação Santista em Itaquera
Em sua análise pós-jogo, Caixinha lamentou os "erros individuais" que, segundo ele, foram cruciais para o resultado negativo. Contudo, o técnico não deixou de evidenciar o progresso tático e a postura da equipe durante o clássico, demonstrando satisfação com o desempenho em Itaquera. A busca pela consistência e a correção de falhas seguem como prioridades no planejamento do Santos .
Caixinha expressou:
? Vou analisar o que é o jogo, que é o importante. Triste pelo resultado, muito satisfeito porque foi o melhor jogo que fizemos provavelmente desde que cheguei ao Santos. Com a cara e imagem que queremos. Esse é o caminho.
Foco na Mentalidade Competitiva e Busca por Resultados
O treinador português enfatizou a importância de manter uma mentalidade competitiva e lutar até o fim, independentemente das adversidades. Para Caixinha, o Santos precisa se consolidar como uma equipe aguerrida, que busca a vitória a cada partida, mesmo diante de desafios. A identidade de jogo e a entrega em campo são pilares fundamentais para o futuro do clube.
Caixinha ainda complementou:
? Acho que o jogo que fizemos é dentro do que queremos fazer e dos nossos comportamentos. Acho que fomos penalizados com os gols em erros individuais. Foram duas perdas de bola que também não podem acontecer. É um todo e fomos penalizados aós termos feito 20 minutos fantásticos. Tivemos alma grande para voltar ao segundo tempo em busca do gol. A equipe lutou e acreditou até o fim. Foi o melhor jogo que fizemos desde que cheguei e essa imagem que terá do Santos. Uma equipe competitiva, que luta. Vai ganhar, vai perder, mas vai sempre lutar até o fim. Essa imagem que queremos e nossa ideia de jogo ? analisou o português.
Pressão e Continuidade: A Visão de Caixinha Sobre o Futuro
Diante da pressão por resultados e questionamentos sobre a continuidade de seu trabalho, Caixinha se mostrou tranquilo e focado em seu compromisso com o Santos . O treinador minimizou as especulações e garantiu que seguirá trabalhando com dedicação até o último dia, buscando o melhor para o clube.
? Já tenho muitos anos no futebol e de vida. Não tenho mínima preocupação quanto a isso. Vou trabalhar em qualquer clube até o último dia tal como no primeiro quando cheguei ? afirmou.
Desafios e Perspectivas no Campeonato Paulista
Com a derrota, o Santos permanece fora da zona de classificação para as quartas de final do Campeonato Paulista. A equipe ocupa a terceira posição do Grupo B, com nove pontos, um ponto atrás de Guarani e Portuguesa. O próximo desafio será contra o Água Santa, na Vila Belmiro, em busca de uma vitória que impulsione o time na tabela.
Outras Declarações Relevantes de Pedro Caixinha
Durante a coletiva de imprensa, Pedro Caixinha abordou diversos temas, incluindo a escolha de Basso como titular, a manutenção do esquema com três zagueiros e a necessidade de somar pontos nas próximas rodadas. Suas análises oferecem insights valiosos sobre o momento do Santos e as estratégias para o futuro.
Justificativa para Escalação de Basso
? Não vou discutir decisões técnicas. Posso dizer que o Luisão, pelo gol que ocorreu contra o Botafogo-SP, não está no melhor nível de confiança para poder iniciar nessa posição. Nós jogamos com uma estrutura diferente. O Gil saiu no último jogo e não tinha condição de iniciar esse jogo. Nós queremos que nosso equipe jogue com a linha defensiva no meio campo. Com as características do Gil é mais difícil.
Razões para Adoção de Três Zagueiros
? Essa estrutura foi pensada para este jogo. Pensada em função do momento do adversário. O Corinthians não perde aqui há muitos jogos. Esse o décimo sétimo. Uma equipe com essa confiança, com quatro vitórias consecutivas jogando aqui. É preciso pensar o jogo. Nós não estávamos no melhor momento e a parte emocional é importante. Foi muito bom da forma que abordamos. Mas não tivemos eficácia na última zona para ter um melhor resultado. A equipe reagiu bem e lutou pelo resultado possível, que seria o empate. Estamos satisfeito pelos comportamentos.
Importância da Posição na Tabela
? Nosso posicionamento não tem a ver com este jogo. Tem a ver com o jogo anterior quando tivemos uma atitude competitiva completamente desenquadrada com a realidade que queremos e exigimos, e o grupo tem a capacidade. Temos que alcançar nove pontos, três de cada vez, voltar a ser uma equipe com essa vontade, paixão. Faremos de tudo para acontecer no próximo jogo. Temos que somar 9 pontos.
Filosofia de Jogo e Identidade Santista
? A ideia está clara. Não vamos abdicar delas. Tem a ver essencialmente com o ritmo. Gostei mesmo da forma que a equipe se comportou. A forma como jogou com e sem bola, os espaços que ocupou. A forma como quis jogar o jogo, com o olho no gol adversário. A forma como o time quis pressionar na área adversária. Quando roubamos uma bola com o Luan quase na área adversária. É a cultura que o Santos exige. Um time que joga pra frente, com o olho no gol rival e sempre jogando com vontade para ganhar. Não temos muito tempo para treinar. Não é desculpa, é realidade. Serão três jogos em nove dias porque amanhã é dia livre e vamos em frente.
Desafios no Ritmo de Jogo da Equipe
? São ritmos diferentes. Jogadores com passagens diferentes e que vinham com situações diferenciadas. Por exemplo, o caso do Neymar. O que ele jogou em dois anos, as lesões que passou e agora ter essa minutagem, o que está fazendo em campo. Tem que ganhar ritmo só jogando e recuperando. Alguns jogadores estão também nessa dinâmica.
Superando Obstáculos no Planejamento
? O planejamento quando vínhamos para cá sabíamos bem. O que foi feito para trás, ocorreu. O que começamos a fazer desde a chegada do Pedro (Martins) em 26 de dezembro é minha responsabilidade. É a realidade que temos. É com isso que trabalhamos. Essa é a realidade que acreditamos. Os portugueses foram grandes velejadores. Há o Cabo das Tormentas, que estamos passando nesse momento. É há o Cabo da Boa Esperança e vamos lá chegar. Temos que saber navegar em águas profundas, revoltas. É isso que estamos vivendo. Saber manter o rumo e a orientação dentro dessa turbulência.
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